Uma grata surpresa descobrir o novo disco da Test, o duo Barata (bateria) e João Kombi (guitarra e voz). Descobrir porque o álbum foi lançado em abril e não vi falar dele em nenhum site. Aí pode ser que eu esteja acessando os lugares errados, não teve uma divulgação grande – já que a banda não é afeita aos holofotes – ou que realmente os interessados passaram batidos.
Fato é que faz tempo que a banda trilha o caminho não convencional. Claro que o rock pauleira está presente, e sempre estará. Mas a introdução de elementos eletrônicos, distorções, formas diversas de captação do som e o mais importante: a vontade de sempre mudar, fazem do duo uma das bandas mais interessantes da música feia nacional para se acompanhar.

Disco Normal possui 12 faixas com uma beirando os 6 minutos de duração. O barulho segue o de sempre, as letras seguem refletindo sobre a vida, falando da condição humana em torno de política, religião, do convívio social e as mazelas da vida. O barulho segue o de sempre e o caminho em busca do novo, também.
As gravações do disco foram feitas em vagões e estações abandonadas, embaixo de viadutos e onde mais couberam. Barata também segue explorando os sons usando objetos que vão além do jogo da bateria convencional.
Iggor Cavalera, Jonnata Doll e Autoboneco participaram do disco que está disponível apenas no Bandcamp, onde você pode comprá-lo. As letras ficaram a cargo de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Vitor Brauer (Lupe de Lupe), Tomás Moreira (Paranoia Oeste), Thiago Nascimento (D.E.R./Urutu), Claudio Cox (Giallos), Kiko Dinucci, Carlos James (Facada), Jonnata Doll (Jonnata Doll e os Garotos Solventes), Quique Brown (Leptospirose), Aran (Autoboneco), China e Jair Naves. Alguns já colaboradores no álbum Espécies. O disco ganhou um doc, dirigido por João Kombi e Tomás Moreira, que foi exibido no In-Edit TV, plataforma que foi descontinuada, infelizmente. Mas pelo trailer abaixo já é possível perceber que a alma sonora da banda está presente nas imagens.
Disco Normal é o TEST em estado puro: instigante, barulhento, experimental. Um disco para ouvir várias vezes e captar as nuances em cada audição.






Deixe um comentário