Pra quem gosta de documentários sobre a indústria musical, está disponível no Star+ A Superfantástica História do Balão, série em três episódios que narra a história d’A Turma do Balão Mágico. A partir de entrevistas individuais com Simony, Jairzinho, Mike e Tob, com os quatro juntos cara a cara e com familiares, produtores e outros artistas, a história do maior grupo infantil do Brasil é passada a limpo.

Para quem tem entre 40 e 50 anos, assistir a série documental sobre A Turma do Balão Mágico é trazer de volta a vida como era há quatro décadas atrás. É ter crescido junto com Simony, Tob, Mike e Jairzinho e vivenciar o entretenimento infantil como nunca mais se viu na televisão brasileira. Era uma vida sem internet e com poucas opções de entretenimento na televisão para crianças. Um mundo a se criar e explorar.
Nesse contexto, o presidente da CBS, Tomás Muñoz viu Simony cantando no programa de Raul Gil e a chamou para o grupo que seria criado. O último a entrar foi Jairzinho. E foi ele também que apagou as luzes ao lado de Simony, a grande estrela do grupo. Eles ainda fizeram dupla após o fim do Balão. O sucesso foi tanto que a Turma virou programa de televisão com Fofão e Castrinho no comando conjunto.
O que o doc mostra é superexposição das crianças, que por mais que ainda brincassem e estudassem, viram sua vida infantil acabar em meio aos compromissos que a venda de milhões de discos exigia. O estrago que isso é mais nítido em Tob, que posteriormente virou ator e artista plástico.
O doc traz, além dos envolvidos diretos na criação e atuação do grupo, depoimentos de personagens como Lázaro Ramos, Juninho Bill (Trem da Alegria), Gretchen e Rita Cadillac. O doc dividido em três partes é ambientado como nos anos 80, onde cada episódio começa com uma fita VHS sendo introduzida em um videocassete. Os programas de auditório, por mais insalubres que fossem, mostram que algo pior ainda viria: os anos 90!
Boa pedida para entender como a indústria do entretenimento funciona, usando e jogando fora quando necessário. E que se tudo gera muito dinheiro, também pode gerar traumas na mesma proporção.






Deixe um comentário