Foto: Luciana Leite
São trinta anos de atividade sem parar, direto da Bahia onde o pagodão baiano, axé music e outros estilos rebolativos imperam. A Bahia é um celeiro de excelentes bandas de rock de vários estilos, a começar pela Camisa de Vênus, passando por The Dead Billies, Retrofoguetes, Cascadura e chegando a Pitty. Um punhado dentre tantas.
A Pastel de Miolos, hoje um trio, já passou por várias formações e variações na sonoridade. No disco Canções de Luta e Subversão contou com a volta de seu guitarrista e vocalista original Alisson Lima e a chegada de um novo baixista, Fábio Sanches. Wilson Santana (bateria) sempre esteve a frente, as vezes como figura única. A proposta é de voltar ao simples das raízes punk e hardcore. Simplicidade e objetividade. São 16 músicas em quase 23 minutos.
Para a gravação do novo disco o lema era voltar ao básico. Direto e reto, sem experimentações. A volta de Alisson começou a se desenhar quando ele convidou Wilson Santana para gravar o projeto TORA em homenagem a Alberto, irmão falecido de Alisson com quem Wilson tocou entre 1988 e 1993. TORA era o apelido de Alberto, grande influência para Alisson. O que seria apenas um projeto de gravação na pandemia virou show. A química bateu novamente.
O disco Canções de Luta e Subversão marca um movimento crescente de bandas do rock nacional. É sabido que os movimentos de contestação são cíclicos e durante um bom tempo o rap foi o porta voz da contestação. No momento se observa uma convivência entre os estilos e até os festivais parecem ter voltado os olhos novamente ao rock.
Longe das disputas de mercado, o disco que marca os 30 anos da Pastel de Miolos é um atestado de longevidade e resistência dentro de um cenário gigantesco nacional.





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