Foto: Dani Moreira
O universo do metal é bem diverso, mas se tem uma banda que se destaca na combinação de sonoridade e letras é a Manger Cadavre?. Isso se deve ao teor crítico, letras com cunho político e social.
Como Nascem os Monstros é uma narrativa do passado, do presente e do futuro. Do capitalismo, dos seus agentes e de suas presas. A mais recente pesquisa sobre afastamento do trabalho no Brasil mostrou que dos 3.5 milhões de pedidos de afastamento pelo INSS, 472 mil foram por saúde mental. Mais da metade dos casos se deve a ansiedade e depressão. Fruto da velocidade e exigência dos dias, de uma cobrança pessoal. Mas muitas vezes o que se vê são ambientes de trabalho tóxicos, com o propósito de controlar o trabalhador.
Com o advento do digital tudo piorou. O controle aumentou, a manipulação passou do ambiente de trabalho para o dia a dia. Por meio das redes se dissemina a mentira e se provoca medo, como forma de controle social. É disso que trata o álbum. O medo por si só não é um problema, as vezes é bom porque controla nossas ações, mas quando se usa o medo como ferramenta de controle, ele se transforma em doenças físicas e psicológicas. Afetando as vidas profissionais, pessoais e sociais.
Os dias se tornam prisões e a expectativa é viver um dia após o outro esperando o fim. E a gente tem certeza que o fim está próximo quando o capitalismo mostra produtores jogando fora alimentos para inflacionar seu valor. Ou a religião usada cada vez mais como moeda. A intolerância como arma.
Como grande exemplo do “Câncer do Mundo (Capitalismo)“, está o governo dos EUA. Se existe um anticristo, está lá. Que Como Nascem os Monstros seja a trilha para a derrocada da grande nação americana.
Ouça alto!






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